terça-feira, 19 de outubro de 2010

Algumas considerações sobre o ensino à distância

“ Toda luta para reconstruir as relações de
poder é uma batalha para reorganizar as
bases espaciais destas.”
David Harvey, 1993
Ao examinarmos as considerações relacionadas à Educação a Distância e a idéia de espaço por ela remodelado, encurtamento de distâncias, surge a necessidade de discutir e compreender qual a abordagem teórica referente à categoria espaço presente no discurso da EAD.

Educação a distância: fim das barreiras espaciais?

A educação “on line” põe o indivíduo em contato com essas novas experiências de tempo e espaço. De acordo com o projeto do CEDERJ ( www.cederj.rj.gov.br/Conheca/proj_ped.htm ):
A educação a Distância media uma relação em que
professor e alunos estão fisicamente separados. A
interação dos estudantes com os docentes e entre si deve
ser garantida por uma comunicação multidirecional,
através de diferentes meios tecnológicos p.01.

A mediação para aprendizagem colaborativa

Segundo Moran(2002), aprendemos melhor quando vivenciamos,
experimentamos, sentimos, quando relacionamos, estabelecemos vínculos, laços,entre o
que estava solto, caótico, disperso, integrando-se em um novo contexto, dando-lhe
significado, encontrando um novo sentido. Aprendemos pelo pensamento, pelo encontro
com o significado, quando interagimos com o mundo, pelo interesse, pela necessidade,
pelo desejo de conhecer, de interagir com o meio social e cultural diverso.

“Aprendemos realmente quando conseguimos transformar nossa vida em um processo permanente, paciente, confiante e afetuoso de aprendizagem. ...paciente porque nunca
acaba. Paciente porque os resultados sem sempre aparecem imediatamente e sempre se
modificam. Confiante, porque aprendemos mais se temos uma atitude confiante,
positiva, diante da vida, do mundo e de nós mesmos. Processo afetuoso, impregnado de
carinho, ternura, de compreensão, porque nos faz avançar muito mais.(p.24) 

Ead

"Os estudantes não devem ser objetos, mas, sim, sujeitos do
processo de aprendizagem. Por isso devem ser criadas situações de ensino e
aprendizagem nas quais eles mesmos possam organizar seu estudo(princípio do estudo
autônomo). O próprio estudo não é iniciado e dirigido por eventos expositivos e
receptivos ritualizados, mas, sim, por meio de discussão e interação (princípio do
estudo por meio de comunicação e interação)." (Peters, 2001, p. 179)